Perdoem o clichê, mas o Brasil está uma panela de pressão. É certo que nunca fomos um paraíso tropical, apesar de toda a propaganda desses 500 anos. Desde o “nascimento”, aqui teve de tudo, menos paz. Nossa vocação para violência, tumulto e fragmentação é, talvez, uma das maiores marcas da brasilidade.

Desde 2013, estamos num processo de fervura política que faz a panela balançar. Cada vez mais, esperamos o momento em que o caldo entorna e o negócio fede de verdade. Da Manifestação dos 20 centavos, o processo de impeachment da Dilma, até o Protesto dos Caminhoneiros, sentimos cada vez mais que a bomba vai estourar. As eleições deste ano prometem!

Até aqui, por incrível que possa parecer para alguns, nada de novo debaixo do sol tupiniquim. O Brasil é assim há muito, muito tempo. Insistentemente assim.

O que parece novo é a facilidade do abandono. Hoje, fazer as malas e pular do barco é muito mais simples do que já foi. Os doutorados sanduíche, Ciências sem Fronteiras, programa de aposentadoria em Portugal e até as imigrações clandestinas ensinam que, para sair daqui, basta vontade.

E por falar em vontade, essa parece estar muito em alta. De Lobão até nossos amigos e familiares próximos, todo mundo parece manter essa carta na manga. “Se (preencha aqui qualquer evento contrário ao que quer o ‘abandonante’) acontecer, eu saio do país”. Quem nunca?

O que me intriga é ver esse tipo de manifestação no meio cristão. A questão não é a impossibilidade de fazermos vida em outro lugar diferente de onde nascemos. É óbvio que podemos! Mas a pergunta é: será que não temos reproduzido a mesma mente do mundo? Será que não somos exatamente iguais aos não cristãos?

Por que Deus te fez nascer no Brasil? Por que você está aqui agora? Será que você foi alcançado para viver a vida mais confortável possível enquanto seu quarto no céu fica pronto? Estamos no saguão do resort só esperando para entrar? Será que a vida é procurar o lugar mais confortável para esperar? É só isso?

Nós estamos em missão. A nossa vida é missão! Se o negócio está ficando feio, é agora que devemos nos levantar e continuar aqui trabalhando pelo Senhor. Ora, nós somos o sal da terra e a luz do mundo. Alguém já disse: “o sal, para salgar, tem que ser esfregado na carne”. Nós precisamos estar profundamente imersos para fazer a diferença. É ficando que as coisas vão acontecer!

O próprio Jesus abriu mão de todo o conforto glorioso e veio onde não presta fazer prestar. Essa é nossa herança! Essa nação só vai deixar de ser o que é quando o Corpo de Cristo na Terra (nós) encarnamos também o Reino e o manifestarmos aqui.

Ao invés de reproduzir o discurso bobo de que “esse país nunca vai pra frente”, experimente redescobrir que você é parte da reconstrução. Se seu cristianismo não crê na esperança que muda o mundo, não é cristianismo.

É hora de recuperar a fé no Brasil. Esse país vai dar certo! Porém, isso vai acontecer quando a Igreja assumir sua responsabilidade de torná-lo uma extensão do Reino.

Você vai mesmo abandonar sua missão?

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