Tendo sido criado na igreja desde o primeiro mês de vida, passei por todos os movimentos do meio gospel dos últimos 30 anos. Vi de mais ou menos perto as unções, gerações extravagantes, atos proféticos e toda a parafernália evangélica. Se há um denominador comum em tudo isso é o foco na experiência. O âmago de cada um desses processos é proporcionar, amplificar, aprofundar e expandir o que o membro sente e experimenta com Deus. É o “feche seus olhos e esqueça quem está do seu lado”.

Sem fazer nenhum juízo de valor, fato é que a maioria das igrejas pareceu esquecer algo muito fundamental da fé cristã: a concretude. Se é importante ter experiências com o Senhor, aflorar a parte sensitiva, também é manifestar esses encontros num viver real, tangível e palpável. “A fé tá na vida”, já dizia o mestre.

Se há uma época maravilhosa pra evidenciarmos isso é esta. Estamos no centro do Coliseu onde parece não haver expectadores. A impressão é que todos estão no centro numa batalha até à morte. Nesse domingo, a guerra alcançou a metade. Ainda temos outro caminho pela frente e os ventos parecem soprar não no sentido de arrefecer o combate, mas de trazer a verdadeira máquina de batalha que deve aniquilar o resto de cola social já praticamente inexistente.

Nesse turbilhão de tiros, porradas e bombas, o que nos resta? A nós, cristãos que enxergam que há algo a ser feito? O convite quem faz é a mesma palavra que tem salvo inúmeras e inúmeras  do viver em guerra para a luz: “Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.” Rm. 12:21.

A linguagem é também de batalha. O mal ataca, assola. Como vencemos o mal? Qual é a arma do cristão? O bem!

É interessantíssimo notar que Paulo fala isso ao tratar de vingança. O chamado cristão é para não odiar o inimigo, mas dar de beber em caso de sede, de comer em caso de fome. No auge da batalha, os agora ex-gladiadores salvos são chamados a não se entregar à retribuição no braço.

Há um discurso constante de que doenças extremas requerem remédios extremos. Ou seja, só é possível combater um mal com um mal contrário igualmente forte. Nosso Senhor caminha num sentido precisamente inverso! Não se deixem vencer pelo mal, mas o vençam com o bem. O bem é a arma mais poderosa contra o mal. Usar mal contra o mal, só nos faz participantes dele. Só nos torna parte do problema!

Ora, essa simples ordem é uma explosão portentosa em meio à nossa guerra. É nossa maior arma! Cristão, cuide de seu coração. Não se entregue ao convite delicioso do mal para deixar sua alma entornar toda a fúria contida. Não volte ao palco de horrores para destruir os esquerdistas. Não levante a espada para aniquilar os facistas, coxinhas. Não deixe seu coração se perder!

Como fazemos isso? Respondendo com brandura aos ataques. Não retribuindo insultos. Não desejando o mal ao outro. Orando pelo bem da nação, inclusive dos que discordam de mim. Sendo amáveis, pacientes, acolhedores, pacíficos. Servindo essa nação!

Se há um convite do Senhor para a Igreja brasileira é para nos levantarmos e mostrarmos que envolvimento político anda de mãos dadas com o exercício do amor. Nós somos o povo do bem. Somos os que amamos nossos inimigos e o fazemos através de ações reais. Foi assim que seu Senhor fez por você, lembra?

Isso significa abraçar árvores, aplaudir o sol e distribuir flores? Não, óbvio que não. Significa tomar uma luta ativa, engajada, de confronto de ideias, de debate público contra planos que ferem frontalmente o Reino. Somos instados a nos levantar contra todas essas coisas. Porém, nunca, NUNCA com as suas armas.

O mal está aí e precisa ser vencido. Que o vençamos pelo bem. E o bem é uma pessoa.

 

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