Tropa de Elite mexeu com o Brasil. O primeiro filme escancarou de forma crua as mazelas da Polícia Militar, especialmente no Rio de Janeiro. O embrulho no estômago azeda nosso paladar desde 2007 quando Padilha fez ruir o pouco de confiança que havia na idoneidade de quem tem “monopólio da violência justa”, de quem deveria nos proteger e servir.

O aclamadíssimo episódio dois é ainda mais agudo e inquietante. Para além dos quartéis, caminhamos com o agora coronel Nascimento em sua luta para desmascarar a corrupção virulenta que gera a guerra no Rio. Porém, o inimigo agora é muito maior, mais aparelhado e perverso que o binômio polícia-corrupta/bandidos. O inimigo é o próprio Estado.

No desenrolar da trama, há uma cena que me faz ferver o sangue ainda hoje. Os corruptos que querem destruir a luta pela justiça acertam um tiro no filho de Nascimento. A emboscada visava o deputado Fraga, que também luta contra a corrupção, mas pela via parlamentar. O menino, vítima dessa violência, cai em coma num leito de hospital.

É aqui que temos a cena da abertura desse texto. Toda a frustração, o enojo, a repugnância e o ódio incontido contra as injustiças extravasa. O Coronel, com as próprias mãos, arranca um deputado de seu carro e o espanca violentamente. Qualquer espectador sério se vê junto a ele esmurrando a cara da personificação do mau num rompante de justiça. Finalmente, alguma justiça.

O apelo da cena – e do filme – é tão forte porque reverbera fundo no coração de qualquer brasileiro médio. Nós simplesmente não suportamos mais! Cada murro e chute que faz jorrar sangue é o descarregar do que nos oprime. O que há na tela é poderosamente simbólico. Cada brasileiro injustiçado está com o coronel desfigurando o corrupto. Cada gota de sangue é um lavar da alma.

Bem, esse sentimento absolutamente poderoso e incontido encontra eco num passado remoto.  O salmista também derrama sua fúria diante de Deus! O Salmo 73 parece ter sido escrito sobre um típico deputado ou senador. A dor do texto é ver que esses homens “não passam por sofrimento, estão livre dos fardos de todos, se vestem de violência, do íntimo brota a maldade”. São homens opressores, que se alimentam do pobre. São os desgraçados responsáveis pelas balas perdidas, os que tiram a merenda da boca de crianças privadas de tudo para desperdiçar com prostitutas e orgias. São os que nem cabem em seus paletós caríssimos por causa de tanta gordura às custas da fome alheia.

São exatamente esses que caminham hoje no Brasil dizendo: “Como Deus vai saber? Por acaso Deus está vendo isso?”. São os que zombam dos céus achando que fé é coisa de gente ingênua. São os próprios deuses! São os que se assentam na assembleia da Nação e que, a portas trancadas, se julgam inabaláveis, intocáveis e imbatíveis.

Pois bem, o recado do trono do universo continua o mesmo! Esses mesmos demônios que hoje destroem o Brasil, um dia, diz o salmista, “serão destruídos de repente”! Todos os Eduardo Cunha, José Sarney, Genoíno, Lula, Alckmin, Serra, Palocci, Henrique Dias, José Agripino, “serão completamente tomados de pavor”!

Na primeira vez, Jesus veio à Terra para morrer em resgate dos homens. Se deixou morrer na cruz, por livre e espontânea vontade, para permitir um caminho de volta para Deus. Mas, ah, esse mesmo Jesus está vindo. Quando voltar, não vai ser mais numa humilde manjedoura, mas com fogo, enxofre, fúria e espada.

Hoje, ainda há tempo para misericórdia. Nosso chamado não é para imitar o coronel e buscar justiça no murro. Esperamos que encontrem graça. Porém, meu irmão e minha irmã, nunca perca essa noção: haverá justiça. Cada choro, cada fome, cada doença, cada roubo, cada morte que já houve no Brasil será vingada. Deus nunca, nunca se atrasa e nem falha. Ele está observando tudo. Esse período de impunidade há de acabar. Queira Deus que seja num arrependimento genuíno e numa mudança de vida. Se não, será com um fogo inapagável muito pior que qualquer coisa que tenham feito em terras tupiniquins.

O cristianismo sempre foi apocalíptico. Esse mundo não vai permanecer assim. Deus virá e isso consola nosso coração sofredor. Os inimigos do Rei cairão, todos!

Quem tem ouvidos, ouça.

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